Não acredite em nada do que lê na Internet … nem no que os profissionais dizem!

Muitas vezes qualificamos a Internet como a fonte de informação por excelência, mas esquecemo-nos que ela é também a fonte de desinformação por excelência.

Porquê? Porque qualquer um pode dizer o que lhe apetece acerca de qualquer assunto.

Deixe-me explicar-lhe o meu raciocínio:

Deixar a velha louca apresentar o telejornal

De certeza absoluta que há uma velha louca no seu bairro, ou perto de sua casa. Sabe, aquela senhora de 40 anos, que aparenta ter 70, e que mais parece uma pipa de vinho barato e apresenta um QI de uma garrafa de cerveja? Você conhece certamente alguma … nem que seja de vista.

Já está? Já está a ver quem é? Perfeito!

Agora, imagine que alguém a deixa apresentar o telejornal da noite no canal de televisão com maior audiência no país. Deixando que ela conte aquilo que lhe apetece. O que acha que irá sair daí? Coisa boa não será, com certeza!

No entanto, se pensar bem, é o que acontece nos quatro cantos da blogosfera.

Não é necessáriamente uma velha louca com aspecto de pipa de vinho barato, mas simplesmente alguém que fala de um tema que não domina. Ou pelo contrário, alguém que conhece tão bem o tema que se torna incapaz de se convencer que as coisa podem ser feitas de forma diferente.

É muitas vezes esse o caso na blogosfera

Por vezes, assistimos a verdadeiros combates entre “profissonais” da blogosfera cujo a visão sobre um determinado assunto é divergente.

Cada um tenta provar que o outro está errado. Munidos de um arsenal de argumentos e demonstrações –  e muitas vezes, infelizmente, com uma panóplia de ataques pessoais e difamações.

O problema não é que um está errado e outro certo. O problema é que há tantas formas de blogar quanto blogueiros.

Dái a razão de ser tão difícil um iniciante lançar-se na blogosfera. Porque quanto mais ele pesquisa sobre o assunto, mais confuso fica.

Um diz branco. O outro diz preto. Um terceiro diz cinzento. Quem tem razão? Quem está errado? Todos estão errados? São realmente profissionais? Sabem mesmo daquilo que falam? Ou são apenas velhas loucas encharcadas de vinho?

53/365 Help Me Understand. Christian via Compfight

No final de contas, o iniciante fica com a impressão que todos se contradizem. E acabam por se perder, como a Alice na toca do coelho …

Não acredite em uma única palavra daquilo que você lê no meu blog

No Sites e Blogs, é igual. Não acredite em nenhum dos meus artigos.

Porquê? Por duas simples razões:

1 – Eu posso enganar-me. E engano-me constantemente (é graças a isso que consigo melhorar)

2 – O que funciona para mim pode falhar para si!

Estranha esta última afirmação, não é? Porque que é que uma coisa que funciona para um não funcionaria para outro? Eu explico-lhe:

Duas pessoas podem ter a mesma receita de pudim flan em frente aos olhos. Essa receita comporta a lista dos ingredientes e o descritivo passo a passo de como confeccionar a sobremesa. No entanto, um deles será capaz de fazer um flan delicioso, enquanto o outro fará uma sobremesa intragável.

O que faz esta diferença? Difícil de dizer…

Digamos simplesmente que as pessoas são diferentes. Cada uma é única.

A única coisa que você deve fazer

Quando encontrar “experts” em pleno combate de argumentos, não tente adivinhar quem está certo e quem está errado. Verifique simplesmente por si…

A minha técnica é sempre a mesma. Quando encontro uma dica que parece interessante, testo-a durante alguns dias, sem procurar saber o que os outros – os profissionais ou as velhas loucas encharcadas de vinho – pensam sobre isso.

Avalio eu mesmo os resultados. Se a dica é benéfica, integro-a na minha estratégia de marketing. Senão, simplesmente elimino-a e passo para outra.

Muitos profissionais indicaram-me dicas que lhes rendiam muito dinheiro. No entanto, para mim isso não funcionava.

Ao contrário, com aquelas dicas que me desaconselharam, dizendo-me que não fucionaria, que era tempo perdido, etc … eu obtive bons resultados.

Enfim, não escute ninguém. Não acredite em ninguém. Tente, ponha em prática as dicas e técnicas que os profissionais falam e julgue por si próprio. Seleccione o que funciona para si e para o seu blog e esqueça o resto.

O caso das guerra entre experts

Já lhe falava disto mais a cima neste artigo. Por vezes, alguns “experts” partem para guerras entre eles para provarem, a tudo e a todos, que o método deles é o melhor.

Isso acontece muito em nichos de mercado como o de “Perder Peso”. Há 1001 maneiras de perder peso. No entanto O “João” e o “Pedro” passam o tempo em guerras para provar que o método de um é o correto e o outro está errado. Muitas vezes até partem para enormes processo em tribunal.

Em webmarketing e na blogosfera é pior.

Alguns experts vão ao ponto de escrever artigos inteiros em seus blogs, para denegrir os seus camaradas e os seus métodos (por vezes chega ao ponto do ataque pessoal e difamação). É triste!

Quando lemos este tipo de artigos, ficamos sem saber em quem acreditar.

O problema, não é que um está certo e o outro está errado. Muitas das vezes os dois têm razão. Os métodos são apenas diferentes.

Não acredite em nada daquilo que lê na Internet. Nem aqui nem em lugar algum

Quanto você tropeça em “experts” que passam a vida em guerras e a denegrir os métodos dos seus concorrentes, não acredite neles. Não acredite em ninguém. Teste esses métodos, e julgue por si próprio.

Não deixe ninguém dizer-lhe aquilo que você deve pensar. Liberte-se. Construa o seu conhecimento pelas suas próprias experiências, não pelas dos outros.

Como eu costumo dizer:” Não preciso de ninguém para me enganar, eu engano-me sozinho”

E como tenho a sorte de ser um curioso – e teimoso – não ouço ninguém e meixo um pouco em tudo. Até naquelas coisas que não funcionam. E por vezes … funcionam!

Os melhores blogueiros não são os que têm mais conhecimentos, mas inteligência ou mais experiência.

Os melhores blogueiros são os cientistas loucos. Os que fazem experiências. Os que testam. Os que misturam o improvável. Apenas para saber o que poderá sair dali.

Faça as suas experiências. Misture as suas poções. E veja, por si mesmo, no que dá.

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